Primeiramente
eu gostaria de me desculpar por ficar tanto tempo sem postar nada. Eu
fiz um texto enorme, fui clicar em "salvar" aqui no blogger e apareceu
um erro, deletando tudo o que eu havia escrito. Ou seja, o que eu fiz
para me evitar uma dor de cabeça futura acabou me dando mais dor de
cabeça ainda. De qualquer forma, eu vou procurar retomar o assunto, mas se alguém puder me responder o que seria "bX-vs1aks" eu agradeço.
Para
quem não sabe, eu estou treinando (e quem sabe, gravar) duas músicas com
o Raphael Dutra. Uma é a que eu propus conseguir tirar ela até o final
desse ano, que é Take Hold of The Flame, do Queensryche. A outra, que
ele sugeriu para eu me acostumar com coisas do tipo "voz de cabeça" e
passagem de voz, foi Hunting High and Low do A-Ha. Essa última nós
estamos pegando mais firme nela, e uma coisa que ele vem me falando é:
"a afinação tá legal e você tá conseguindo pegar o jeito da tecnica...
mas tá faltando sentimento! Por isso que o Morten Harket se destaca em
relação aos outros cantores, porque ele tem o "mel", um diferencial na
voz dele". E eu entendi o que ele tava falando.
Isso é
um fato que não vem só sendo discutido comigo, pelo que pude reparar.
Muitos alunos estão passando por esse problema. O fato é que ele tem
razão: o sentimento que você expressa na música faz toda a diferença na
hora de passa-la para o público. Faz o ouvinte "viajar" na música,
expressando o sentimento que a música feita quer passar. Já se sentiu
triste e foi cantar uma balada? Já se sentiu animado, em êxtase e cantou
uma música pesada? É esse sentimento que o cantor deve passar. Ou seja,
não basta ter técnica, não basta ser afinado, o cantor também deve ser
ator.
E
então as pessoas agora pensam: "Isso é besteira! Isso é fácil, qualquer
um faz!" Pois digo que não é tão besteira quanto a maioria das pessoas
pensam. Esse simples detalhe é a diferença entre o bom cantor e o ótimo
cantor. É o diferencial. É o "mel". Então, para se tornar o ótimo
cantor, é necessário treinamento e paciência para testar o que fica
melhor.
Para
ilustrar melhor, deixo o vídeo making off do "Hear N' Aid", projeto do
Dio para ajudar as pessoas famintas da África. O vídeo inteiro é bom,
mas os pontos principais é o Dio testando a voz dele e a linha vocal da
música (em 4:27, e que acabou que não foi a voz dele que foi pra essa
parte da música) e também o conselho que o Dio dá para Don Dokken (em
5:23).
http://www.youtube.com/watch?v=8tK8UEbVLJ8
Repare
nessa última parte que Don já está fazendo NOVAMENTE a parte dele, uma
vez que ele pergunta: "é algo mais ou menos assim?" E aí entra a
conversa:
Dio: "Você tá fazendo isso suave demais em alguns pontos dos tons".
Dokken: "Então não tão suave?"
Dio: "A ideia da música é ser bem agressiva pois é uma coisa horrível, entende, de se lidar."
Dokken: "Eu sei".
Ou
seja, até mesmo os grandes cantores nós vemos um pouco essa
dificuldade. No caso da música, como foi feita para uma campanha para
eliminar a pobreza da África, ela precisava ser mais agressiva, assim
como a fome que assola o continente.
Bem, então isso é tudo, espero que vocês tenham gostado do post! Semana que vem tem mais! ;)
Abraços!
Roberto Gouvêa

1 comentários:
É isso aí Robbie!!
Acho que agora você entende o que é realmente se portar como cantor!
Precisamos fazer uma obra ter conteúdo e não apenas usá-la para exibir nossos dotes e talentos técnicos.
Precisamos estudar a proposta da música. O que ela lhe diz pode ser diferente do que diz a mim, mas você precisa a levar sobre a sua intuição e passar aos ouvintes o sentimento que ela lhe causa.
Assim você estará "interpretando" uma canção e não apenas "tocando" microfone!!! PARABÉNS!
Postar um comentário