O sentimento na música

Author: Roberto Gouvêa /

Primeiramente eu gostaria de me desculpar por ficar tanto tempo sem postar nada. Eu fiz um texto enorme, fui clicar em "salvar" aqui no blogger e apareceu um erro, deletando tudo o que eu havia escrito. Ou seja, o que eu fiz para me evitar uma dor de cabeça futura acabou me dando mais dor de cabeça ainda. De qualquer forma, eu vou procurar retomar o assunto, mas se alguém puder me responder o que seria "bX-vs1aks" eu agradeço.

Para quem não sabe, eu estou treinando (e quem sabe, gravar) duas músicas com o Raphael Dutra. Uma é a que eu propus conseguir tirar ela até o final desse ano, que é Take Hold of The Flame, do Queensryche. A outra, que ele sugeriu para eu me acostumar com coisas do tipo "voz de cabeça" e passagem de voz, foi Hunting High and Low do A-Ha. Essa última nós estamos pegando mais firme nela, e uma coisa que ele vem me falando é: "a afinação tá legal e você tá conseguindo pegar o jeito da tecnica... mas tá faltando sentimento! Por isso que o Morten Harket se destaca em relação aos outros cantores, porque ele tem o "mel", um diferencial na voz dele". E eu entendi o que ele tava falando.

Isso é um fato que não vem só sendo discutido comigo, pelo que pude reparar. Muitos alunos estão passando por esse problema. O fato é que ele tem razão: o sentimento que você expressa na música faz toda a diferença na hora de passa-la para o público. Faz o ouvinte "viajar" na música, expressando o sentimento que a música feita quer passar. Já se sentiu triste e foi cantar uma balada? Já se sentiu animado, em êxtase e cantou uma música pesada? É esse sentimento que o cantor deve passar. Ou seja, não basta ter técnica, não basta ser afinado, o cantor também deve ser ator. 

E então as pessoas agora pensam: "Isso é besteira! Isso é fácil, qualquer um faz!" Pois digo que não é tão besteira quanto a maioria das pessoas pensam. Esse simples detalhe é a diferença entre o bom cantor e o ótimo cantor. É o diferencial. É o "mel". Então, para se tornar o ótimo cantor, é necessário treinamento e paciência para testar o que fica melhor. 

Para ilustrar melhor, deixo o vídeo making off do "Hear N' Aid", projeto do Dio para ajudar as pessoas famintas da África. O vídeo inteiro é bom, mas os pontos principais é o Dio testando a voz dele e a linha vocal da música (em 4:27, e que acabou que não foi a voz dele que foi pra essa parte da música) e também o conselho que o Dio dá para Don Dokken (em 5:23). 

http://www.youtube.com/watch?v=8tK8UEbVLJ8

 
Repare nessa última parte que Don já está fazendo NOVAMENTE a parte dele, uma vez que ele pergunta: "é algo mais ou menos assim?" E aí entra a conversa:

Dio: "Você tá fazendo isso suave demais em alguns pontos dos tons".
Dokken: "Então não tão suave?"
Dio: "A ideia da música é ser bem agressiva pois é uma coisa horrível, entende, de se lidar."
Dokken: "Eu sei". 

Ou seja, até mesmo os grandes cantores nós vemos um pouco essa dificuldade. No caso da música, como foi feita para uma campanha para eliminar a pobreza da África, ela precisava ser mais agressiva, assim como a fome que assola o continente. 

Bem, então isso é tudo, espero que vocês tenham gostado do post! Semana que vem tem mais! ;) 

Abraços!

Roberto Gouvêa








1 comentários:

Raphael Dutra disse...

É isso aí Robbie!!
Acho que agora você entende o que é realmente se portar como cantor!
Precisamos fazer uma obra ter conteúdo e não apenas usá-la para exibir nossos dotes e talentos técnicos.
Precisamos estudar a proposta da música. O que ela lhe diz pode ser diferente do que diz a mim, mas você precisa a levar sobre a sua intuição e passar aos ouvintes o sentimento que ela lhe causa.
Assim você estará "interpretando" uma canção e não apenas "tocando" microfone!!! PARABÉNS!

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